Estava deitada com o Nuno na cama dele, quando ele me dá um txitxo para fazer. Quando acabo, ele por algum motivo tem que sair do quarto, e entraram os pais dele, que conversam e a mãe confessa que tem saído. Eu enquanto isso, continuo deitada na cama, a esconder o txitxo que estava no chão e a rebolar pra lá e pra cá, à espera ou que falassem comigo ou que o Nuno voltasse. Entretanto já passa da uma e eu tenho que ir para casa, começo a arrumar as minhas coisas e a pensar em como é que vou para casa, em Lisboa. O último barco é às 2:00, e o ultimo autocarro já passou. O Nuno dá-me boleia só até a uma esquina na Arrentela e eu vejo que tenho que arranjar maneira de ir para casa sem contar com a ajuda dele. Peço a um amigo que me leve a Cacilhas, mas, como não tenho txitxo pra fumar, ele se recusa e se despede de mim. Peço a um nigga que lá estava, que me diz que, se eu puser gasolina, leva-me lá sem problemas. Entro no carro para o banco de trás, aonde vai o Dotchi e duas miúdas quaisquer. Alguém reclama por não haver espaço no carro, mas não posso fazer nada e ignoro. Pomo-nos a andar, e paramos num café, onde compro um bollicao para mim e a minha mãe começa a atacar as gomas, e acaba por comer um pauzinho gigante de 1,10 euros. Saio porque me avisam que ele já está a por gasolina, (o café do nada transformou-se em posto de gasolina porque no meio do sonho lembrei-me que o carro precisava dela) pôs 3 euros, e eu lhe disse que pusesse antes 10, e passei-lhe a nota de 10 para a mão. Entretanto , estava cheia de dinheiro, deixo 15 euros no bolso (10 foram para a gasolina) e escondo o resto no sutien, com medo que me roubem, lembrem-se, não sei quem é que me está a dar boleia. Continuo preocupada com as horas, o ultimo barco é às 2:00 horas, como já disse, e o meu relógio marca as 18:30, e por isso imagino que seja 1:30 e fico preocupada, e aviso que se perder o barco eles terão que me levar até casa de carro. Andamos mais um bocado, e no meio das ruas de Lisboa saímos todos do carro e começamos a andar a pé, e é quando reparo que o Iuri também está no meio da malta. De repente passa um carro da polícia, o pessoal se assusta e um deles começa a fugir. Eu fico a olhar atentamente para eles, têm a cara pintada de branco e azul, e uma t-shirt azul que, entre muitas coisas escritas, diz MIRC e algo como patrulha antinegros ou assim… Olham para todos nós, vêem que somos muito para arranjar confusão, e vão embora, depois de me gritar uma palavra que não me lembro. Continuamos a andar, e eu sigo o primeiro que fugiu para dentro da praça de um prédio (aquelas que têm hortinhas e coisas assim e são rodeadas pelos prédios). Duas miúdas me seguem até uma escadinha que só leva à porta de algum apartamento, volto para trás, desço umas escadas que davam para o meio da praça, vejo um homem passar, pulo silenciosamente para trás dele, e quando ele vem a voltar, assusto-o (buh!) e peço desculpas logo a seguir, e ele diz que não há problema, estou desculpada.
E então, acordo.